Inácio Ludgero Gomes Fernandes, conhecido por Inácio Ludgero, nasceu na Amadora, a 19 de dezembro de 1950. Utilizou, por vezes, o pseudónimo “Alfredo António”, nome do seu bisavô.
Frequentou o curso de Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, iniciando a sua carreira como fotojornalista em 1972, no vespertino A Capital. Em 1975, foi um dos fundadores do semanário O Jornal, no qual se manteve até ao encerramento, em 1992. Assumiu, depois, a função de editor de fotografia da revista Visão, permanecendo no projeto até 2008. Ao serviço da revista, realizou inúmeras reportagens, algumas das quais foram premiadas. Fez a cobertura de acontecimentos em Angola, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Guiné, Ruanda, Uganda, Kosovo, Bósnia, Timor, entre outros países.
Ficou célebre a fotografia, que intitulou “Pietà Negra”, tirada num cenário de conflito em Huambo, Angola, pela qual recebeu o Prémio Gazeta de Fotojornalismo, em 1994. Mais tarde, a imagem veio a ser considerada, pela Associated Press, uma das 50 fotografias do século XX.
Colaborou com a Sociedade Portuguesa de Autores, tendo, ao longo do seu percurso, organizado várias exposições e inúmeros livros de fotografia, como Uma porta para o Alentejo, Lisboa: capital do coração, Timor Lorosae: 24 fotos e Soares sempre fixe. Em 2022, uma antologia do seu trabalho de 50 anos como fotojornalista foi apresentada na exposição “Vencer o Tempo”, na Casa de Imprensa, em Lisboa. No mesmo ano, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou-o com a Comenda da Ordem de Mérito.
Continua, ainda hoje, a trabalhar como freelancer, lecionando em cursos de fotografia. É presidente da Associação Grémio Ibérico Cultural e Social.
Inácio Ludgero conversa com Pedro Marques Gomes. Entrevista registada e editada por Paulo Barbosa, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, a 22 de julho de 2025.






